Agricultura

Trigo no RS está em floração

No Rio Grande do Sul, a maioria das lavouras de trigo está na fase de desenvolvimento vegetativo (perfilhamento e alongamento do colmo) e 9% em floração. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (22/08), a área estimada para o cultivo do trigo no Estado é de 739,4 mil hectares, o que corresponde a 37% da área de plantio brasileira com o grão.

Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí (30% da área do Estado), que engloba os Coredes Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, a cultura apresenta excelente desenvolvimento, com lavouras uniformes e bom perfilhamento. O trigo segue com bom desenvolvimento, potencial produtivo satisfatório e baixa incidência de doenças. Com período seco na semana, observou-se aumento do ataque de pulgões, o que requer monitoramento mais frequente. Em algumas lavouras surgiram doenças fúngicas, como oídio e manchas foliares, controladas mediante aplicação de fungicidas.

Na regional de Frederico Westphalen (14% da área no Estado), que corresponde aos Coredes Rio da Várzea e Médio Alto Uruguai, em 92% das lavouras o trigo está em desenvolvimento vegetativo, 7,5% em início da floração e 0,5% na fase de enchimento do grão. Surgem doenças como ferrugem e manchas foliares, mas sem expressão. De modo geral a cultura apresenta bom aspecto visual.

A área cultivada com canola no RS corresponde a 92,9% da área estimada para o Brasil pela Conab em agosto de 2019. A estimativa da Emater/RS-Ascar para o plantio de canola nesta safra é de 32,7 mil hectares, com rendimento médio de 1.258 quilos por hectare. Entre as lavouras do Estado, 18% delas se encontram na fase de desenvolvimento vegetativo, 44% em floração, 36% na fase de enchimento do grão e 2% maduro por colher. As regiões da Emater/RS-Ascar principais produtoras dessa oleaginosa são Santa Rosa, Ijuí, Santa Maria e Bagé.

A Emater/RS-Ascar estima para esta safra de cevada uma área de 42,4 mil hectares, com rendimento médio de 2.073 quilos por hectare. De acordo com a Conab, essa área corresponde a 36,6% da área com a cultura para o Brasil. Em 85% das lavouras plantadas com cevada no Estado, a fase é de desenvolvimento vegetativo e 15% delas estão em floração.

Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí (22,4% da área do Estado), que engloba os Coredes Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, 85% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e 15% em floração. Em lavouras que ainda estão em desenvolvimento vegetativo foram realizados tratos culturais, especialmente adubação em cobertura.

A área estimada pela Emater/RS-Ascar com plantio de aveia branca para grão é de 299,86 mil hectares, com produtividade esperada de 2.006 quilos por hectare. A área cultivada com aveia no RS corresponde a 78,8% da área estimada pela Conab para o Brasil (agosto/2019). No Estado, 45,0% das lavouras encontram-se na fase de desenvolvimento vegetativo, 35% em floração, 19% na fase de enchimento do grão e em 1,0% delas o produto está maduro por colher.

OLERÍCOLAS

Pimenta – Na região Sul, os produtores começam a se organizar para a próxima safra, planejando as áreas e variedades a serem cultivadas. Também iniciam o manejo dos solos, com a coleta de amostras para análise de solo. As variedades mais cultivadas são a Dedo-de-moça e a Malagueta, que são desidratadas para comercialização na indústria, acondicionadas em pequenas embalagens para comercialização direta ao consumidor ou utilizadas para diferentes processamentos e como ingrediente pelas agroindústrias familiares. Cultivares menos expressivas são Bhut, Jolokia, Jalapenho, Bico-doce e Cayena, utilizadas nas agroindústrias familiares como base de molhos e conservas.

Aipim/Mandioca – Nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, os produtores seguem a colheita e realizam o preparo do solo, tendo em vista que o período de plantio da cultura se aproxima. Alguns produtores relatam queima das ramas guardadas em decorrência das fortes geadas, havendo necessidade de comprar ou trocar mudas entre vizinhos.

Cebola – Na região Sul do RS, foram transplantados 75% da área. As lavouras apresentam bons desenvolvimento e estado sanitário. Os produtores seguem realizando o preparo das áreas para finalização do transplante e da limpeza dos canais de dreno. Devem ser plantados 2.450 hectares na região.

FRUTÍCOLAS

Pêssego – Na região da Serra, as variedades superprecoces cultivadas nos mesoclimas mais quentes, como os vales dos rios Carreiro, Antas e Caí, apresentam bastante desuniformidade, e numa mesma área de plantio há frutos em florescimento e em desenvolvimento. Sob tal circunstância, o produtor tem dificuldade em decidir sobre o tratamento a realizar. As geadas branca e negra da semana passada atingiram algumas áreas, causando queimadura de frutos. Tanto nos vales como nas maiores altitudes, tais condições travam o desenvolvimento das cultivares de meia estação e as tardias, com poucas flores em fase de abertura. As principais pragas, a grafolita e a mosca-das-frutas, não foram detectadas nos pomares em razão das frequentes temperaturas baixas. Ainda há áreas sendo implantadas, principalmente pelo atraso da entrega das mudas por viveiristas. O sistema de monitoramento e alerta da mosca-das-frutas inicia na próxima semana, e nessa terceira edição o número de estações de monitoramento passa de 20 para 40, abrangendo oito municípios produtores.

Citros – Na região do Vale do Rio Pardo, segue a colheita de bergamota Montenegrina, Murcott e das laranjas de umbigo e Salustiana. Iniciou a fase de brotação e florescimento dos citros. Com a floração, produtores realizam tratamento para prevenção da antracnose, também conhecida como podridão floral, e da estrelinha, que causam queda prematura dos frutos.

PASTAGENS E CRIAÇÕES

No período de inverno, as baixas temperaturas e a pouca luminosidade provocam um reduzido desenvolvimento das pastagens naturais, influindo na oferta forrageira e no valor nutricional das mesmas. As espécies que compõem o campo nativo sofrem com as geadas, que provocam a queima das folhas e a paralisação no crescimento, passando a servir apenas como fonte de fibras para os animais. As pastagens de aveia, azevém, trevos e cornichão, com boa qualidade e quantidade neste período, estão em plena utilização. Alguns produtores realizam trabalhos de aplicação de fertilizantes para estimular o desenvolvimento e a produção de massa verde foliar. Realizam manejo do pastoreio com adequação de carga animal e subdivisão de áreas para melhor aproveitamento das forragens pelas diferentes categorias animais e melhor otimização das pastagens. A ausência de precipitações durante a semana melhorou as condições do pisoteio nas mesmas.

Observa-se baixa presença de massa verde nas áreas com bovinos, as quais deverão receber a cultura da soja, agravando as condições estruturais do solo; esta situação é ainda pior onde, além dos bovinos, ocorre o consórcio com ovinos. Com orientação da Emater/RS-Ascar, muitos produtores vêm aumentando os horários de pastejo e diminuindo o fornecimento de forragem concentrada, visando melhor aproveitar as pastagens e diminuir os custos de produção. A fase predominante é de nascimento dos terneiros. A Emater/RS-Ascar tem alertado os pecuaristas para o cuidado especial com as matrizes que recém pariram, para fornecimento de dieta energética adequada ao pós-parto, a fim de não comprometer a reprodução futura.

Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar